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No meu livro, LAGOA FUNDA (O incêndio na canoa), concebi um inusitado personagem. O Papa Chico I, o primeiro e único Papa nordestino que, um dia, ao receber a visita de um outro personagem, o Capitão Juca, a este vaticinou: “- Cuidado, Juquinha, fique sempre atento com as conseqüências, meu filho, porque elas nunca vêm antes, sempre vêm depois.” Ora, o Papa falou e, pronto, está falado. É encíclica brotada daquele personagem fictício que, na qualidade de Santo Padre, assim entendeu por ser um atento observador. Observador da vida, da filosofia, da teologia, da psicologia, da matemática, da física e de todas as demais ciências conhecidas pelo homem. Isto, lá, no livro que se justifica pela sua proposta de fazer rir, através da ficção e das coisas pitorescas do nordeste do país e dos valentes irmãos nordestinos. Dias atrás, por amigos, tomei conhecimento e fui conferir um pequeno artigo publicado no pastoralemao com o título de UM OBSERVADOR ATENTO. Pois bem, lá estava uma afirmativa que, confesso, não pude deixar de lembrar do meu personagem, Papa Chico I. Não sei se o autor me deu a honra da leitura de meu livro, mas, lido ou não lido, aquele escriba não merece a menor crítica, nem pelo escrito, nem pelo escreveu por decorrência da mais profunda constatação. O Companheiro Walter Ferro realizou o Campeonato Sudeste. Foi uma bela festa onde todos que compareceram puderam ratificar a sua dedicação, trabalho e esforço em prol do Pastor Alemão. Walter, sua senhora e sua equipe foram infalíveis no aspecto social, administrativo e técnico. A exposição foi organizada, bonita e realizada em um local lindo, como, aliás, Teresópolis é conhecida por esbanjar beleza. Muitos animais da criação do Walter compareceram e alguns se sagraram vencedores. Que bom. Pra mim e tenho certeza que para ele esse é o incentivo para que continue assim e melhorando a cada dia. Parabéns, Amigo. O Companheiro Marcelo, da mesma forma e com competência, conhecimento profundo da raça, isenção, retidão de caráter e postura de homem civilizado, valores que lhe são peculiares, julgou uma exposição em Canoas, onde vários animais de sua criação sagraram-se vencedores. Não estive presente, mas tenho plena convicção de seu esforço e dedicação em prol da Nobre Raça. Parabéns, Amigo, pela sua criação vitoriosa em todo o Brasil e fora dele. O artigo publicado no pastoralemao, para mim, tenta retratar exatamente isto, inclusive com preocupação aonde os Companheiros irão guardar os troféus alusivos às suas vitórias. É uma clara demonstração de zelo pelos símbolos de seus trabalhos e confirmação de vencedores. Pos favor, não os coloque no banheiro, pois, assim, o autor do artigo ficará contrariado. Dito isto, inquiro: Será que as pessoas não têm mesmo o que fazer? Como é que se perde tempo falando das coisas dos outros? Por que em vez de aplaudir aquilo que é digno de aplauso, preferem jogar pedras e ironizar? Por que não enchem, também, suas estantes e/ou os banheiros de troféus? O nome desse tipo de sentimento é vastamente conhecido e nada recomendável, por essa razão prefiro entender que foi uma brincadeira de Para Chico I. D’outra forma, também não consigo conceber o porquê que motiva algumas pessoas que se mudaram pata o Clube mais perfeito e mais democrático do mundo, a viverem preocupados conosco. Aliás, nos chamam de mortos, de finada “Brasileira”, minoria, contudo não nos esquecem. Que nome terá esse sentimento? Prefiro não incomodar o coitado do Freud para pedir explicações. O artigo sob alusão, também, denomina os nossos Companheiros de “caciques”. Será que somos? Será que somos, nós, que postulamos pelo fim das filiadas do norte e do nordeste e estabelecimento de um poder central uno e indivisível? Será que somos nós que lutamos pela morte, por inanição, das pequenas filiadas de outras regiões? Será que fomos nós que edificamos uma pirâmide onde no alto estão os que criaram o Clube, ou seja, os donos do poder, no meio, os que chegaram logo após, ou seja, os mais oumenos e, espremidos na base, os que chegaram por último, ou seja, os sem mais e semmenos? O que e que é isso Companheiro? (nome de um bom livro) Quem não quiser ajudar, pelo menos não atrapalhe. Ninguém ganha ou ganhará com essas atitudes. O momento é delicado e bastante sério e com seriedade e serenidade deve ser tratado. Estamos, a cada dia, dando um passo para trás e levando junto à destruição o nosso amado esporte/hobby. Os escombros dessa inócua guerra estão se amontoando e a reconstrução será difícil. Já se formaram seqüelas irreparáveis que são as portas de entradas para as inimizades. É preciso atentar que a rota que estamos sendo obrigados a seguir poderá levar um pastoreirismo nacional que sempre foi livre, aos pés de certo ditador que não veste a nossa camisa. Não pensem e nem apostem na existência de uma relação de amor entre o Clube e a CBKC. A relação é fria, comercial e adequada, única e exclusivamente, aos interesses da CBKC para a arrecadação dos seus três milhões de reais por ano. É um jogo de quem der mais. Essa nossa luta interna é como a relação caça e caçador e, ao final, os abutres terão a sua parte sem esforço nenhum. Inquiram os seus líderes, indaguem sobre a pura verdade. Questionem até a exaustão, talvez eles falem a verdade. Procurem pela verdade e, acima de tudo, sejam ATENTOS OBSERVADORES, mas nunca esqueçam de ser verdadeiros e nem invejem o sucesso alheio.
Wilson Roberto Protásio Lima |
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