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PALAVRA DA PRESIDÊNCIA DA SBCPA

Meus Prezados Companheiros, Pastoreiros de todo o Brasil.

Como é do conhecimento de todos, a nossa cinqüentenária “Brasileira”, seguindo a estratégia concebida por todos que fazem seu Corpo Diretivo, promoveu mais um passo em busca da fixação da verdade e da aplicação da legalidade. Para os que nos consideravam mortos e sepultados, mostramos que estamos ativos, preparados para a guerra, entretanto, prontos a depor nossas armas diante de qualquer aceno de possibilidade de estabelecimento da PAZ.

Fomos a Justiça em busca da consagração de nossos direitos, de há muito aviltados, desconsiderados, desobedecidos e triturados pela intransigência e pela falta de bom senso. Logramos o êxito esperado, a teor de mais uma sábia e juridicamente perfeita decisão do Judiciário que, unindo o justo ao legal, soberanamente, operou reconhecendo o direito líquido e certo daqueles que traçam seus caminhos, sempre, em direção a fumaça emanada do bom direito.

Não existiam laivos de dúvidas na obtenção do pronunciamento legal obtido em desfavor dessa guerra inócua travada entre irmãos que, desnecessariamente, se digladiam, única e exclusivamente, honesta e inocentemente, para satisfazer a vontade de uns poucos rebeldes sem causa, conduzidos por um discurso repetitivo, nazista e de objetivo centrado em questões localizadas e pontualmente pessoais.

Não estamos em festa. Como sempre dissemos e repetimos inúmeras e incansáveis vezes, dessa luta boba não se sagrarão vencedores. Não portamos em nossos corações uma alegria completa. Não poderíamos, pois somos, acima de tudo, sensatos. Não há que existir comemorações, vivas e aplausos, nem o riso aberto do vencedor, quando do outro lado se encontram nossos irmão de armas e de idéias. Quem sabe, ate´, ou talvez, um pranto contido e uma satisfação incompleta pela ausência de muitos irmãos para nos abraçarmos e chorarmos de incontida e verdadeira alegria. É esse, Companheiros de todo o Brasil, o sentimento dos que, aqui, ficaram para defender a honrada bandeira da nossa cinqüentenária “Brasileira”.

Sabemos, sim, o quanto incomoda e obriga o fator compulsório de uma sentença que determina que façamos o que não queríamos fazer. Não tenham dúvidas, entretanto, devemos lembrar que, se assim agimos fomos, por motivos sobejantes, impelidos e, até, provocados a fazê-lo. Não tínhamos escolha, os ditos opositores não nos deram outra opção. Tentamos a PAZ, concitamos ao bom diálogo, solicitamos e rogamos pelo fim dessa luta vazia de um ideal coletivo e, nada. Fomos ridicularizados, desafiados, ofendidos pessoal e institucionalmente quando postulávamos sobre a efetivação da necessária PAZ, requestada, sonhada e implorada. Nunca conseguimos, sequer, uma simples resposta.

Assim, ainda que reagindo, todavia, sempre, dispostos ao estabelecimento da PAZ, não tivemos outra saída, a não ser lutar, lutar e lutar, até a última possibilidade de vida e, se preciso fosse, de sobrevida e galgando à qualquer instancia possível e disponível em prol de uma pastoreiismo forte, unido, brasileiro soberano, altivo e respeitado aqui e além de nossas fronteiras. Da luta árdua e do trabalho diário, sem direito a cansaço, nos vieram os frutos, as conquistas e o restabelecimento dos nossos direitos de outrora, injusta e ilegalmente, amputados pelo arbítrio de “autoridades” incompetentes para a emissão de tais danosos atos.

Prezados Companheiros, foi e esta sendo essa a nossa saga. É por essa ótica de enxergar, mais do que ver, a destruição da nossa criação e os descréditos nacional e internacional que, Graças a Deus, começam a ser restabelecidos. Não foi e nem está sendo fácil transpor esses obstáculos que foram derramados em nosso caminhar por uns poucos que, com discursos inovadores de pura retórica, conseguiram convencer, infelizmente, a um grande número de crédulos da boa fé, com pregações expostas, quilometricamente, distanciada de uma verdade que disfarça as questões pessoais de poucos contra poucos. Isso não nos interessa e muito menos á Instituição. Deixemos que esses resolvam suas pendengas pessoais nos foros pertinentes, distante de nos.

Pastoreiros do Brasil, não vejam, apenas, a antipatia lógica decorrente de medidas judiciais e de outras tantas que se estampam no elenco de nossas estratégias. Vejam o lado positivo e benéfico de nossas ações e atitudes. Tudo foi feito com um único e indevassável objetivo – a PAZ. A PAZ que continuamos a propor. Voltem. Retornem a Casa que, sempre, foi de todos vocês. Não haverá vendetas, retaliações e/ou perseguições. A “Brasileira” é, foi e, sempre e sempre, será de vocês. De todos nós. Dos que quiserem.

 

Augustus Toniolo
Presidente/SBCPA

 
 

 


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